Você já se perguntou se aquilo que parece “apenas distração” poderia, na verdade, ser algo mais sério? É importantíssimo que você entenda os mitos e verdades sobre a crise de ausência, um tipo de manifestação neurológica que nem sempre aparece com os sinais clássicos de convulsão. Vamos juntos desvendar o que é real e o que é apenas crença, com leveza, clareza e objetividade. Ao final, você estará mais informado e apto a dar o próximo passo rumo a uma avaliação especializada, se necessário.
O que exatamente são mitos e verdades sobre a crise de ausência e por que importa
Existe muita confusão em torno desse tipo de crise epiléptica, sua forma de manifestação, grau de gravidade e tratamento. Muitas pessoas acreditam que se trata apenas de “desatenção”, “apagar por alguns segundos” ou “brincadeira de criança”. No entanto, a realidade é diferente: a Epilepsia de Ausência ou crises de ausência ocorrem devido a descargas elétricas anormais no cérebro e podem interferir no aprendizado, no rendimento e até na qualidade de vida se não identificadas. Muitos as descrevem como “mobilidade momentânea” ou “olhar fixo” sem que a pessoa perceba que algo aconteceu.
Desfazer os mitos e revelar as verdades sobre a crise de ausência é essencial porque essa condição exige diagnóstico e acompanhamento médico, e não apenas “esperar passar”.
Como reconhecer o que é real
Agora que você já entendeu o panorama dos mitos e das verdades, é hora de aplicar esse conhecimento de modo prático. Afinal, compreender é indispensável, mas agir é o que gera diferença. Primeiro, veja o que caracteriza uma crise de ausência: a pessoa pode parar o que está fazendo, o olhar fica fixo ou vago, e há perda de contato por alguns segundos — sem tremores ou queda.
Após o episódio, a pessoa retoma o que estava fazendo como se nada tivesse acontecido. Se a criança repete várias vezes ao dia aquelas “paradas” que pareciam falta de atenção, pode estar vivendo crises de ausência que impactam o aprendizado, ou seja, não é apenas desatenção. Em segundo lugar, tratamento e acompanhamento são essenciais. Muitos acreditam no mito de que “vai passar sozinho”, mas a verdade é que a intervenção médica reduz riscos de evolução para outros tipos de crises ou prejuízos.
Se o seu filho mostra sinais como esses, você precisa se comprometer a observar o padrão, reunir informações e, se identificar algo, buscar avaliação especializada. Essa consciência preventiva faz toda a diferença.
Mitos e verdades sobre a crise de ausência no dia a dia
No ambiente escolar ou no trabalho, os episódios sutis podem ser confundidos com falta de concentração ou preguiça. Aqui os mitos e verdade entram:
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Mito: “É só distração, não precisa atenção médica”.
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Verdade: repetição de interrupções breves pode indicar crise de ausência que afeta desempenho e precisa de avaliação.
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Mito: “Se não cai ou treme, não é uma crise”.
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Verdade: a crise de ausência muitas vezes não envolve quedas; o olhar perdido é o principal sintoma.
Ficar atento a esses sinais no contexto cotidiano ajuda a diferenciar crença de realidade e torna você um aliado da saúde.
Por que esse tema importa agora e qual o próximo passo
Entender os mitos e verdades sobre a crise de ausência importa porque essa condição esconde-se muitas vezes sob a forma de distração ou preguiça, e isso pode gerar prejuízo no rendimento, comportamento ou até no diagnóstico de outras condições como TDAH. Essa conscientização é o primeiro passo: você está percebendo, compreendendo e começando a agir. O próximo passo? Se algo despertou sua atenção, leve essas observações a um neurologista ou neuropediatra. Uma avaliação rápida pode trazer um diagnóstico e o tratamento que faz a diferença. Ficou com mais alguma dúvida sobre isso? Então agende uma consulta com um neuropediatra e receba todas as orientações de que precisa.


