Cuidados específicos para mulheres com epilepsia

Mulher com as mãos nos ouvidos e uma venda nos olhos, para falar sobre cuidados específicos para mulheres com epilepsia

A epilepsia afeta milhões de pessoas no Brasil, mas o impacto da condição na vida das mulheres possui nuances muito particulares. O corpo feminino passa por flutuações hormonais intensas desde a puberdade até a menopausa. Consequentemente, estas variações influenciam diretamente a frequência e a intensidade das crises epilépticas. É um fato que o ciclo menstrual e a gravidez exigem uma atenção médica diferenciada. Entender os cuidados específicos para mulheres com epilepsia é o primeiro passo para uma melhor qualidade de vida. Você precisa conhecer esses detalhes.

A mulher com epilepsia frequentemente se depara com desafios que vão além do controle das crises. Questões sobre planejamento familiar, beleza, vida social e profissional também entram em pauta. É importante que ela se sinta segura para discutir todos estes aspectos com seu médico. Além disso, o tratamento precisa ser dinâmico, adaptando-se às diferentes fases da vida. Isso porque não basta controlar as crises; precisamos favorecer que a mulher viva plenamente, com autonomia e saúde. Este objetivo é a base de um acompanhamento neuropediátrico e neurológico de excelência.

Cuidados específicos para mulheres com epilepsia

Um dos fatores mais relevantes na epilepsia feminina é a relação entre os hormônios sexuais e a atividade cerebral. Progesterona e estrogênio influenciam a excitabilidade neuronal de formas opostas. Por exemplo, algumas mulheres experimentam um aumento nas crises durante certas fases do ciclo menstrual. Este fenômeno é chamado de epilepsia catamenial. Desta forma, o monitoramento detalhado do ciclo é indispensável para um ajuste fino da medicação antiepiléptica (MAE). É essencial que você registre o padrão das crises. Este registro ajuda o médico a personalizar o tratamento.

A gestação, além disso, representa um capítulo que merece atenção máxima. Planejar a gravidez é essencial para minimizar riscos tanto para a mãe quanto para o bebê. A maioria das mulheres com epilepsia tem gestações saudáveis e dá à luz bebês sem problemas. No entanto, o risco de malformações é ligeiramente maior devido ao uso de algumas MAEs. Por isso, a mudança para a dose mínima eficaz ou a troca da medicação deve ser feita antes da concepção. O ácido fólico, em dose adequada, é um suplemento indispensável nesta fase.

Gestação e amamentação seguras

A gravidez exige o acompanhamento conjunto do neurologista e do obstetra. Ademais, o controle das crises durante a gestação é importantíssimo. Isso porque crises descontroladas representam um risco maior para a mãe e o bebê do que a maioria dos medicamentos em dose controlada. Por isso, você deve manter as consultas regulares. Além disso, evite a interrupção abrupta da medicação sem orientação, pois isso pode ser extremamente perigoso.

Após o parto, o tema da amamentação surge naturalmente. Muitos medicamentos antiepilépticos passam para o leite materno, mas em quantidades geralmente seguras. Assim, na maioria dos casos, os benefícios da amamentação superam os pequenos riscos. O médico monitora o bebê e a mãe de perto para oferecer segurança a ambos. Estes cuidados específicos para mulheres com epilepsia favorecem que a nova mãe possa vivenciar a maternidade com tranquilidade.

A conscientização sobre estas interações entre hormônios, medicamentos e as fases da vida é essencial para uma vida mais saudável, mesmo convivendo com a epilepsia. A mulher com epilepsia pode e deve ter uma vida plena, com sucesso profissional e familiar. O conhecimento é a sua melhor ferramenta de proteção. Quer saber mais alguma coisa sobre esse assunto? Leia outros artigos aqui no site ou agende uma consulta com a Dra. Josyvera Barbosa.