Dificuldade de aprendizagem ou problemas neurológicos?

Menino cujos pais não sabem se tem dificuldade para aprendizagem ou problemas neurológicos

A jornada educacional de uma criança apresenta seus desafios. Contudo, pais e educadores frequentemente se perguntam se o que observam é apenas uma dificuldade de aprendizagem ou problemas neurológicos, com raízes no desenvolvimento cerebral. Em primeiro lugar, precisamos entender que a dificuldade de aprendizagem se manifesta na aquisição e uso de habilidades específicas, como leitura, escrita ou matemática. Portanto, ela não reflete a capacidade intelectual global da criança. De fato, muitas crianças superam estas barreiras com intervenções pedagógicas adequadas.

Por outro lado, os transtornos do neurodesenvolvimento, como o Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) ou os Transtornos Específicos de Aprendizagem (Dislexia, Disgrafia, Discalculia), possuem bases neurológicas bem estabelecidas. Estes transtornos não são sinônimos de má vontade ou falta de esforço. Ao contrário, eles representam um padrão diferente no processamento da informação pelo cérebro. É essencial saber identificar a origem do problema.

A avaliação correta é o ponto de virada neste processo de identificação. É importantíssimo compreender a diferença entre uma criança que tem uma defasagem pontual e outra que apresenta um padrão persistente de desafios. Aliás, a persistência e a abrangência dos sintomas sugerem fortemente uma causa orgânica. Muitas vezes, uma dificuldade que persiste apesar dos reforços pedagógicos indica que precisamos olhar além da sala de aula.

Como diferenciar dificuldade de aprendizagem de problemas neurológicos

Para começar, é preciso analisar a natureza das dificuldades. A dificuldade de aprendizagem geralmente está ligada à falta de base, a um método de ensino inadequado ou a questões emocionais e ambientais temporárias. Contudo, quando a dificuldade afeta múltiplas áreas do aprendizado e persiste por um longo período, mesmo com intervenções, o sinal de alerta acende. Por conseguinte, neste cenário, você deve considerar a possibilidade de um transtorno neurológico. Além disso, observe se a dificuldade afeta a vida social e familiar da criança, e não apenas o desempenho escolar.

Muitos pais se perguntam como diferenciar dificuldade de aprendizagem de problemas neurológicos. Os transtornos neurológicos, como o TDAH, manifestam-se por meio de desatenção, hiperatividade ou impulsividade. Estas características afetam não somente a escola, mas a organização, a execução de tarefas diárias e o relacionamento com pares. Além disso, existem correlações entre TDAH e as dificuldades escolares, destacando a necessidade de diagnóstico e tratamento específicos.

A dislexia, por exemplo, é uma condição neurológica que afeta a precisão e a fluência na leitura. Assim como, a discalculia afeta o processamento numérico e o raciocínio matemático. Entender a diferença entre uma criança que “não se esforça” e uma que “não consegue” devido a uma base orgânica é essencial. Portanto, é importantíssimo prestar atenção aos padrões. Se a criança tem uma inteligência geral preservada, mas luta intensamente com tarefas específicas, a suspeita de um transtorno neurológico aumenta. Este entendimento é o primeiro passo para buscar uma ajuda especializada.

O papel do neuropediatra

Neste ponto da leitura, você já compreende que a diferença reside na etiologia e na persistência do problema. Queremos agora focar no próximo passo. Para descobrir como diferenciar dificuldade de aprendizagem de problemas neurológicos de forma definitiva, você precisa de uma avaliação multidisciplinar. O neuropediatra é o profissional mais indicado para guiar esse processo. Ele investiga a história clínica completa da criança, realiza exames neurológicos e coordena a avaliação com psicopedagogos, fonoaudiólogos e psicólogos.

Esta abordagem integrada é a única forma de obter um diagnóstico preciso. Afinal, somente um diagnóstico correto pode levar a um plano de intervenção eficaz, que combine estratégias pedagógicas e, se necessário, tratamento medicamentoso. Não espere que o problema se resolva sozinho. Quando ele tem origem neurológica, a intervenção precoce maximiza o potencial de desenvolvimento da criança. Portanto, se você reconheceu alguns desses sinais em seu filho ou aluno, a hora de agir é agora. O tempo é um fator valioso no neurodesenvolvimento.

Você quer a certeza e o melhor caminho para a criança? O próximo passo é agendar uma consulta com a Dra. Josyvera Barbosa. Descubra a causa real da dificuldade e inicie um tratamento personalizado.